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Meetups de Geocaching

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Dom, 17 de Julho de 2011 09:13

Última atualização em Dom, 17 de Julho de 2011 09:24
 
O que é o Geocaching? PDF Imprimir E-mail
Sáb, 24 de Julho de 2010 18:05

GEOCACHING

Geocaching é um passatempo e desporto de ar livre no qual se utiliza um receptor de navegação por satélite (por enquanto apenas Sistema de Posicionamento Global - GPS) para encontrar uma "geocache" (ou simplesmente "cache") colocada em qualquer local do mundo. Uma cache típica é uma pequena caixa (ou tupperware), fechada e à prova de água, que contém um livro de registo e alguns objectos, como canetas, afia-lápis, moedas ou bonecos para troca.

Geocache

 

GPS usado no "jogo" com bússola e altímetro.

A actividade de geocaching tornou-se possível devido ao fim da imposição da degradação do sinal do sistema GPS denominado Selective Availability em 1 de Maio de 2000. A primeira colocação de uma cache com auxílio de GPS ocorreu em 3 de Maio de 2000 por Dave Ulmer. A localização foi anunciada no newsgroup sci.geo.satellite-nav. Três dias depois tinha sido encontrada duas vezes e registada uma vez.

O Geocaching tornou-se então popular, com um significativo crescimento em todo o mundo. Em 29 de Novembro de 2009 contavam-se 948 950 caches activas em 221 países. Todos estes números são anunciados no maior site dedicado ao jogo, o geocaching.com, embora existam outras páginas dedicadas ao jogo, mas com muito menor número de registos.

Geocacher é o termo usado para quem participa nesta actividade lúdica.

Geocaches

Numa cache tradicional, um geocacher coloca um livro de registos, caneta ou lápis e os pequenos tesouros, num saco à prova de água, e depois anota as coordenadas WGS84 (latitude e longitude) da cache. Estas, em conjunto com outra informação sobre o local do esconderijo, são publicadas na Internet. Os outros geocachers, os descobridores, lêem essa página e, com receptores GPS, procuram-na. Quando o conseguem, registam o achado na mesma página. Os Geocachers são livres de colocar ou retirar objectos da cache, normalmente por troca de coisas de pequeno valor, de modo a haver sempre qualquer recordação para trazer.

Algumas caches contêm o que se chama de "travel bugs" ou "geocoins" - objectos que se deverão mover de cache em cache, e cujos percursos são registados online.

Algumas variações:

  • Micro-cache: pequena caixa onde quase só cabe o livro de registo - as mais comuns são caixas de rolo fotográfico 35mm.
  • Multi-cache: necessita de uma visita a um ou mais pontos intermédios para determinar as coordenadas da cache final.
  • Cache-mistério: necessita que o geocacher resolva um puzzle para encontrá-la.
  • Cache-evento: um encontro de geocachers.
  • Virtual: local a visitar sem caixas escondidas mas que supostamente deve ter algo bonito ou interessante. A visita terá que ser provada através da revelação de algo que garanta que o geocacher esteve presente.

Geocaching é um desporto?

Muita gente, incluindo os geocachers, tem dúvidas em classificar o geocaching. Existem várias interpretações: desporto, caça, jogo, atividade ou apenas uma razão para dar uns passeios. O certo é que o geocaching pode obrigar a um esforço físico significativo dependendo da localização da geocache escondida, podendo exigir equipamento especial (material técnico de escalada, por exemplo). Mesmo assim, não deixa de ser acessível a todos. As geocaches são classificadas de 1 a 5 consoante o seu nível de dificuldade (esforço total necessário para a encontrar) e igualmente de 1 a 5 consoante a complexidade do terreno e do acesso ao local específico. O grau de dificuldade varia grandemente, havendo desde caches escondidas em parques públicos, monumentos, cidades até altas montanhas, desertos e mesmo na Antárctida.

Geocaching e o ambiente

Uma das características que diferencia o geocaching de outras actividades é o esforço feito no sentido de preservar a natureza e criar consciência ambientalista. Para tal, é normalmente pedido aos utilizadores que removam algum lixo das áreas onde praticam geocaching ("Cache In, Trash Out" - CITO) e que deixem as áreas visitadas iguais ou em melhor estado que as encontraram ("Leave No Trace", "Take Nothing But Photos, Leave Nothing But Footsteps"). É usual também a realização de eventos CITO listados em http://www.cacheintrashout.com/ que envolvem milhares de geocachers em todo o mundo limpando uma área em particular.

O que é uma Stash Note?

Uma "Stash Note" é uma simples nota contendo informação sobre o que é o geocaching, e uma geocache; serve para informar alguém que encontre a cache por acaso do que se trata.

O que é um logbook?

O logbook, ou livro de registos/visitas, é um bloco de papel que o dono de uma geocache deixa para que os geocachers/visitantes possam assinalar fisicamente a sua visita.

O que é um Geocacher?

Um geocacher é um dos participantes nesta actividade.

Quando e como chegou a Portugal? Qual foi a sua evolução?

  1. Um Geocacher escolhe cuidadosamente um local e enche uma caixa com pequenas prendas para troca e um logbook. De seguida, regista a sua nova cache no website www.geocaching.com para que o resto do mundo possa partilhar da sua criação.
  2. Após recolher do website as coordenadas e toda a informação necessária, outro Geocacher usa o seu GPS para procurar a cache. Mas o GPS não indica a altitude nem a morfologia do terreno ou a forma como a cache está escondida, mas apenas a longitude e latitude do lugar; assim, este é o verdadeiro desafio do Geocaching!
  3. Quem encontra a cache retira uma das lembranças existentes, deixa uma outra para os próximos visitantes, assina o logbook e torna a colocar o contentor nas condições em que o encontrou. Mais tarde, registará também a sua visita no website www.geocaching.com de forma a partilhar com os outros a sua experiência.

Os 10 Mandamentos

  1. Não destruas
  2. Não te apresses
  3. Tem calma
  4. Faz o trabalho de casa
  5. Não alteres
  6. Ajuda
  7. Conta
  8. Não ofendas
  9. Tens tempo
  10. Não copies
  11. Sê claro
  12. Cumpre as regras
  13. Não inventes

1.      
Claro que ninguém vai passar propositadamente por cima da cache com um tractor. Mas é possível revolver o local de forma excessiva. A maior parte das vezes basta olhar, espreitar ou contemplar o local. Tentar perceber onde se está e o que se procura. Para espreitar debaixo de uma pedra não é necessário vira-la, para procurar numa parede, não serve de nada desmonta-la.

•      Já basta deixar um “objecto estranho abandonado” num local. Não é preciso deixar marcas mais ou menos permanentes ou irreversíveis. Basta que digam que andaram lá uns tipos a espreitar por tudo quanto era buraco, não que andaram lá uns gajos a virar tudo do avesso.

•      Pode ser preciso ser discreto. Ou seja, não proporcionar a terceiros a possibilidade de destruir uma cache. Por vezes a maior dificuldade de uma cache é poder chegar-lhe com as mãos depois de lhe termos chegado com os olhos.

2.      
Antes de mais, é preciso chegar ao ponto zero. Quando se chega aí, a cache estará á distância de um, dois passos, ou na pior das possibilidades a meia duzia. Por isso parar é importante. Descansar. Olhar á volta, perguntar onde esconderíamos uma cache nesse sítio. Provavelmente estará lá. Marcar o ponto zero. Desligar o gps e ligá-lo 5 minutos depois. Tem que acertar outra vez. Se não, é provável que seja complicado.

3.      
Não se encontra? O que leva a dizer que não se encontra? O facto de não se encontrar! Só! Então porque se tem tendência a dizer que não está lá? Em 99% dos casos, está! Só que não se encontra. Dai a não estar vai a habilidade e a experiência. O que seria inocente e inócuo se não fosse o caso de um onwer ir logo a correr verificar se esta tudo bem. E só não está em 1% dos casos. Afirmar que uma cache já não está no sítio é a pior forma de dizer que não se encontrou. Quase sempre só quer dizer que se é novato.

4.      
O que se procura? Viram-se as últimas informações? As coordenadas estão correctas? Quais foram os últimos logues? O onwer é de “confiança”? É difícil que alguém vá colocar uma cache muito longe do caminho mais próximo. É habitual nele? Tem jipe? Levou mulher, filhos e o cão? Quando o GPS te indica muitos metros, é melhor continuar a dar a volta. Pode-se sempre ir a direito, mas a culpa não é do owner se lá aparecerem estradas ou caminhos fáceis. Para colocar essa cache ele foi lá uma mão cheia de vezes. Se não houvesse caminho viável era provável que não a tivesse posto nesse local. Ou tinha feito um. Basta procurar.

5.      
Se alguém se deu ao trabalho de colocar uma cache dessa maneira, se alguém foi ao local uma mão cheia de vezes, se as opções do onwer foram essas, se o risco de ser dono de uma cache daquelas foi assumido, é assim que deve ficar. E no mesmo local, exactamente. Mesmo que não seja a melhor maneira, tudo deve ficar como foi encontrado. Não se concorda? Se for mesmo fundamental, um telefonema ao onwer e fica-se logo a perceber a razão daquela opção ou se combina a melhor variante.

6.      
Se for necessário substituir o saco de protecção, afiar o lápis ou recolher os restos mortais de uma cache, a melhor atitude é essa. Não se abandona uma cache destruída, não contribuamos para a perda de uma cache ou do seu conteúdo. Ao fim de um ou dois “founds” aquela cache já tem uma história que merece ser preservada. Essa função é obrigação de cada um que a procura, quer no local, quer posteriormente. O owner fez a cache para todos, só temos de ajuda-lo a mantê-la. Uma pequena manutençaõzinha mixuruca por cada um é a melhor ajuda que se pode dar a uma cache. E todas elas merecem.

7.      
Quando procurares uma cache faz sempre o teu logue. Seja o vitorioso, seja o que promete vingança. É uma questão de respeito, com o owner e com os colegas. O owner fica a saber que alguém se deu ao trabalho de procurar uma cache dele. Os colegas porque é sempre bom partilhar as experiências e as informações. Por mais que se seja cuidadoso na descrição, ao fim de alguns logs, já se consegue descobrir alguma coisa que não foi explicada. Que não era clara. Já se fica a saber de que se trata. Há colegas que não se arriscam a procurar uma cache nova. Preferem esperar por “dicas”, opiniões, pequenas inconfidências. Faz parte. Outros preferem ser os primeiros mesmo que se arrisquem mais que os seguintes.

8.      
Por vezes não gostamos, a coisa correu mesmo mal ou aquilo é execrável. Mas há trabalho envolvido. Podemos ser parciais. Podemos exceder-nos. É fácil, muito fácil, terrivelmente fácil, que o sentido de uma critica publica seja distorcido, empolado ou simplesmente injusto. Se rasgamos as calças, se o salto alto da namorada se partiu e ela aproveitou para nos trocar pelo vesgo do vizinho, ou se a maria/manel estava especialmente inoperante na noite anterior e for a cache a pagar, destruímos o trabalho de alguém que teve a simpatia de nos proporcionar o melhor que sabia ou podia. Logo no local ou em casa posteriormente, damos-lhe cabo das orelhas, mas em privado. Afinal é só uma opinião. Provavelmente não mais voltaremos aquele lugar. Falem em privado, expliquem os pontos de vista, peçam correcções. Um logue agressivo ou maldoso podia ser apropriado, mas não deixa de matar inutilmente uma cache.

•      Quem fez figuras tristes? A cache ou o achador? A caixita não, que estará feliz e contente naquele lugar á um bom par de meses. Quem tem toda a probabilidade de ter feito coisas estranhas e foi ineficaz foi o achador, nunca o taparuere. E isso é inevitável, faz parte da piada. É-se sempre mais bem visto quando contamos historias com humor do que quando somos agressivos. Não se diz mal de uma cache.

9.      
Depois de procurar a primeira, ás vezes antes, fervilhamos de ideias fantásticas. É assim que nascem as GCM. Todos temos um par delas. Aquelas que faríamos de outra maneira depois de termos encontrado mais umas quantas. E definitivamente não faríamos quando tivéssemos encontrado muitas mais. Entretanto lá está. Coloquem só caches que valha a pena procurar. Coloquem-nas o melhor possível, o mais completas possível, o mais perto possível. Não as coloquem como se as abandonassem no primeiro lugar que se lembram.

•      Mas não só. De repente, vem-nos uma ideia excelente. Um lugar excepcional. Uma coisa de arromba. E parte-se em alta velocidade. Uns tempos depois faríamos a mesma coisa? Da mesma maneira? Não? Então provavelmente é má ideia. Digiram a ideia algum tempo. Se resistir á passagem do tempo na vossa cabeça, resistirá melhor á passagem do tempo no lugar escolhido.

•      A cache morreu? Deixou de ter piada? Envergonha o onwer, ou passou de moda? Não a abandones. Recolhe-a, guarda os log book, usa as prendas em outras caches. Dá-lhe uma morte condigna. Se havia enigmas, tarefas, qualquer coisa que a tornava única, quando a arquivares explica o que a tornava assim. Ninguém criticará e a maioria aplaudirá.

10.      
Se o meu vizinho colocar uma cache excepcional no quintal é provável que no meu a minha não seja igual mas apenas fanhosíssima. Tantos sítios giros, tantas variações a explorar, tantas tarefas a conceber, tantas ideias mirabolantes e saiu logo uma fotocópia! Ou pior, varias fotocópias conforme se surripiam os taparueres da cozinha. Depois da original as outras são iguais, sem interesse, meras reedições de desinteressantes passeios. Ninguém acha piada, seria preferível fazer dois founds na original.

11.      
Qual é o objectivo?

•      Mostrar o sítio? Então procurar infrutiferamente e durante um dia inteiro a caixita deixa um ar de derrota no estômago. Acabamos por não desfrutar o sítio e por sentir a inevitável irritação que aparece sempre que se perde tempo inutilmente

•      Moer a cabeça ao pessoal? Então expliquem isso. Inventem maneiras de explicar, ou não, isso. Não induzam em erro. Ou quando isso é inevitável então que seja por excesso, avisem. Arranjem maneira de avisar. É irritante, por exemplo, que alguém inadvertidamente leve crianças para um local onde se possam perder horas, seja perigoso, ou de difícil acesso, só porque não houve cuidado na descrição. Ou porque se não disse que havia tarefas envolvidas. Ou porque faltou qualquer coisa.

•      As duas coisas? Muito bem, mas se a tarefa é difícil é provável que as reacções sejam intensas. Calculem os riscos e não se admirem.

•      Geralmente a cache tem um objectivo, digam-no. Se não tem, digam na mesma.

12.      
As regras são simples. Uma caixa, um GPS. Só! Depois disso estão por vossa conta. Mas a coisa é para ser feita por pessoas. Geralmente famílias. Provavelmente com crianças. Nos tempos livres. Por ai. Procurando coisas expostas aos elementos. Por isso prendas ilegais, perecíveis, inconvenientes ou simplesmente de mau gosto, são escusadas. De resto, e dependendo da ideia, provavelmente o que estiver lá dentro até é secundário, acessório.

•      Há ajudas em termos de classificação e ícones específicos. Usem-nos. Que seja para ajudar, quer para dificultar, utilizem as ferramentas disponíveis. Se soubermos a linhas com que nos cosemos participamos melhor do que se formos enganados.

•      Indiquem o local, a zona, a cidade mais próxima. Só eliminem informação se isso fizer parte do jogo. O resto pode parecer falta de cuidado ou mesmo desprezo. Se queremos que nos procurem as caches não podemos desprezar quem se dispõe a isso. Se alguém quer jogar connosco lembrem-se que só jogam connosco se jogarmos também com eles.

•      Com tão poucas regras o mais difícil é fugir delas. Pode ser que alguém tenha intenção de torce-las um pouco. Se sentirem necessidade disso, avisem. Nada pior que chegar a um sitio e descobrir que o falta qualquer coisa. É possível que a ideia seja mesmo essa, mas avisem. Se a coisa é para fazer em 10 vezes, digam. Provavelmente quem descobrir isso da pior maneira terá tendência para ripostar, para refilar, ou no mínimo desistir. Efeitos contrários.

•      Todos gostamos, quase todos, de um bom desafio. Mas desafio é desafio, não é frustração. Quem procura uma cache nova, virgem, arrisca-se. Quem procura uma cache particularmente difícil, sabe o que o espera. Quem procura uma cache “normal” e encontra um engano, um erro, ou uma dificuldade inesperada, pode ter tendência a exprimir a sua frustração de forma mais veemente. Entra-se em questiúnculas por falta de cuidado, inadvertidamente. Não entrem.

13.      
O GPS é a peça fundamental do jogo. As suas indicações são (quase), imprescindíveis. Todo o cuidado é pouco com as coordenadas indicadas. Se por acaso o ponto Zero não for o local onde esta a caixa, uma simples palavra e um obstáculo provavelmente difícil transforma-se uma particularidade do jogo.
Há varias opções para se ter a melhor das certezas nas coordenadas que se dão. Se elas apontarem para o meio do Oceano antárctico é de bom-tom que seja mesmo aquele o ponto correcto e não um engano. Se houver duvidas, diminuam as possibilidades. Inventem em tudo menos na coordenadas.
•      A média de sucessivas leituras.
•      Varias medidas ao longo do tempo
•      Varias medições por GPS diferentes.

O jogo, com tão poucas regras é difícil mesmo por isso. Já não basta somar o erro do GPS do onwer ao do achador. Procurar pequenas coisas em locais mais ou menos difíceis, longínquos ou inacessíveis. Ainda há varias formas e feitios. Mais ou menos evidencias, esconderijos, ou truques. O mesmo falta deles. Mau feitio, não ajuda, só complica. Divirtam-se!